21 de julho de 2009

Demasiado

Hoje me descobri demasiado. Uma boa palavra para uma definição - já que insistem tanto em buscá-la.
Sinto-me demasiado o tempo todo. E tamanha é essa sinestesia, que parece, às vezes, que vou explodir. Esse infinito que mora dentro de mim e que insiste em ficar cada vez maior. Expansões constantes, ilimitadas.
Demasiado feliz, demasiado triste, demasiado sorridente, demasiado tímido, demasiado atento, demasiado inseguro... Sou pura e simplesmente demasiadamente humano, demasiadamente sonhador, demasiadamente questionador, numa incansável busca demasiada de algo mais.
Demasiado sublime, demasiado mundano... Uma mescla contante de pólos opostos. Demasiado improvável. Demasiado constante.
Demasiado sozinho, demasiado mutável, demasiado de um tudo em demasia. Ora demasiado multidão, demasiado barulhento, ora demasiado sozinho, demasiado de quietudes. Minhas demasias me consomem, me formam, me são.

Encontro-me então demasiado envolvido em uma busca concreta de algo inconcreto, de algo irreal, imaterial. Demasiadas loucuras, ao meu ver demasiadamente compreensíveis.

E, apesar de tudo, ainda me acompanha essa demasiada incompreensão a me cercar, me abarrotar, me tolher... Demasiada injustiça, que insiste em querer me limitar...

Os demasiados foram feitos para expadirem mais e mais. Dilatação térmica e calorimétrica. Expansão dos corpos consequente da demasiada agitação de moléculas que me compõe. Podem não compreender minha ciência inexata, mas da Física eles não podem duvidar...

Um comentário:

valter disse...

Até agora não fiz um comentário tário mesmo no seu blog, mas por que? Não consigo comentar obras de não amigos meus, mas por que? Sou um incapaz, não consigo abstrair o autor do texto e fazer uma análise nem que seja 80% imparcial... é triste, eu sei. Mas não só não consigo, como não quero, não posso, embora reconheço que seja necessário a divisa entre criador e criatura e que esse muro SIM é o protagonista da mais cruel Guerra Fria... O máximo de sinceridade que posso colocar aqui, agora, é que sempre te achei bem diferente de mim em muitos parâmetros que avaliei. Hoje, percebo que o que suponho ser parecido contigo reside justamente nessas diferenças... Não consegui ler em 3 minutos muitas das palavras do texto, fiquei apenas em frente ao espelho e me observei como até então ainda não tinha feito... Desculpe ter colocado as palavras de forma meio solta nesse comentário, mas não achei certo dizer algo previamente pensado ou remodelado, escrevi basicamente com instinto e esse ainda não aprendeu noções de semântica, coesão, coerência, muito menos a promiscuidade que fizeram na gramática... a minha única preocupação foi a preocupação veritas. Como pode uma não amiga minha não escrever pra mim? Achas melhor me dá um espelho a papel? … Qualquer coisa estou imune a um possível acidente com o vidro, tenho Ig Gs bem eficientes contra tétano ^^