3 de julho de 2009

Arco-íris

Entre cinzentos arranha-céus,
Entre lágrimas mudas,
Entre nuvens negras,
entre livros tristes;

Em meio à falta de sentimento,
ao inexplicável desengano,
em meio à falta de utopia,
e aos tristes desencantos.

Cercada de vozes que não falam,
sorrisos que se calam,
em meio a canções mudas
e idéias tristes.

No limiar da loucura do mundo, da desesperança,
da angústia, do desespero.


Ela via um arco-íris. Sete cores, sete sabores. Sete segredos. Uma mistura de sonhos, ilusão, encantamento.
O tal arco-íris a seguia por toda parte.
E era lindo, de cores vibrantes, intensas, berrantes.
E ela percebeu que ele vinha dela. Nascia dela.
Que se formava nas facetas caleidoscópicas do seu coração. Exatamente quando as gotas de lágrimas se misturavam com a luz da esperança.