As folhas pelo chão...
O vento levando tudo, soprando para longe, perdendo no espaço... O outono que derruba as folhas que foram verdes, as folhas que deram sombra, as folhas que eram firmes e inabaláveis há tão pouco tempo.
O tempo vai soprando as folhas assim como o tempo vai soprando a vida, levando tudo, sufocando as dores, apagando os males.
O que fica? Quem resiste a força dos tempos, dos ventos, da vida?
Ficam só as lembranças... As coisas escritas, os livros, as palavras gravadas com giz no muro com reboco quebrado do quintal.
Todo o mais é levado pela inconstância do universo. Pela mutabilidade das nossas constâncias.
Muda o rio, muda o mar, muda a estrada, muda o caminho, muda a companhia, muda a vida. Muda a gente.
A gente é quem mais muda. Consequência da absorção das tranformações com as quais vamos nos encontrando.
Mas de todas as mudanças, de todas as evoluções, as mais facilmente apagadas, esquecidas, imemoradas, são as palavras despejadas no quase silêncio de um murmúrio... E ainda aquelas gritadas dos telhados. Palavras ditas, apenas ditas, são levadas pelo tempo como folhas secas de outono.
Apenas pela troca de estações.
30 de setembro de 2009
29 de setembro de 2009
Viver
Eu escolhi viver.
Não quero apenas existir.
Ou ser mais um.
Mais um número, mais uma cabeça, mais uma boca, mais um alguém qualquer.
Quero ser verbo em ação, não um estado
ou fenômeno da natureza.
Viver de uma maneira não permanentemente acertiva.
Como hei de evoluir se não houver erros com os quais aprender?
Viver. Vir. Ver.
Vir para onde meu coração me chama, onde o mundo acontece.
Vir ver o coração da humanidade.
Ver os dias e as noites. Os espinhos e as flores.
O amanhecer e o entardecer.
Vir e ver o começo e o fim. E virver tudo mais que eu encontrar no meio tempo entre vir e ver.
28 de setembro de 2009
Me nego
Me nego a viver na eterna espera do talvez há de vir.
Me nego a viver como quem não sabe aonde ir.
Me nego um não saber, um não ter, e mais que tudo, um não querer.
Quero que esse querer venha com todas as forças da minha alma, e só pelas coisas que quero ardentemente anseio mover meus pés.
E movê-los com todo ímpeto em direção à meta. Correr por querer.
Mesmo que o caminho não seja doce. Mesmo que não haja flores.
Mesmo que nem sempre sejam sorrisos.
Mesmo que eu caminhe sozinha.
Me nego a viver uma existência ordinária, com um sentido ordinário como uma pessoa ordinária.
Me nego a pertencer às convenções, aos padrões e as estatísticas.
Me nego a ser convencional, previsível e estática.
Minha existência obrigatoriamente envolve movimento, busca, inconstância.
Me nego à perfeição.
Estou em constante construção. Processo inacabado de evolução.
Me nego aos limites.
Sou expansão, dilatação, êxtase.
Sou mulher na mais completa expressão da palavra.
Em eterno processo de vir a ser.
Contínua e interminável METAMORFOSE.
Me nego a viver como quem não sabe aonde ir.
Me nego um não saber, um não ter, e mais que tudo, um não querer.
Quero que esse querer venha com todas as forças da minha alma, e só pelas coisas que quero ardentemente anseio mover meus pés.
E movê-los com todo ímpeto em direção à meta. Correr por querer.
Mesmo que o caminho não seja doce. Mesmo que não haja flores.
Mesmo que nem sempre sejam sorrisos.
Mesmo que eu caminhe sozinha.
Me nego a viver uma existência ordinária, com um sentido ordinário como uma pessoa ordinária.
Me nego a pertencer às convenções, aos padrões e as estatísticas.
Me nego a ser convencional, previsível e estática.
Minha existência obrigatoriamente envolve movimento, busca, inconstância.
Me nego à perfeição.
Estou em constante construção. Processo inacabado de evolução.
Me nego aos limites.
Sou expansão, dilatação, êxtase.
Sou mulher na mais completa expressão da palavra.
Em eterno processo de vir a ser.
Contínua e interminável METAMORFOSE.
26 de setembro de 2009
Coisas inesperadas
Inesperado.
Aquilo que não se espera; imprevisto. Aquilo com que a gente não contava, não supunha, não imaginava.
Surpresa.
Reencontrar um amigo que há muito você não via no lugar mais improvável... Achar dinheiro perdido no bolso de alguma calça que estava esquecida... Receber uma carta de alguém esquecido pelo tempo... Ouvir um "eu te amo" no meio de uma briga sem razão... Encontrar de repente no corre-corre da vida alguma coisa que faz bem ao coração...Coisas que chegam sem avisar, sem data, sem hora, e mudam nossa tarde, nosso dia, nossa vida.
Inesperados ruins, inesperados indiferentes, inesperados indescritivelmente fantásticos.
Nossa vida é divida em momentos. Os momentos em que esperamos pelo inesperado - por mais ilógico que possa parecer, mesmo que de forma inconsciente, quando desejamos que aquele dia seja bom, que o sol brilhe, que encontremos sorrisos; e os momentos em que eles acontecem.
E quando o inesperado acontece...
E esse inesperado é tão bom, mas tão bom
que você começa a rir sozinho na rua,
e a cantar porque faz chuva... e cantar porque faz sol...
e tudo no mundo fica mais lindo lindo...
Quando esse tipo de inesperado acontece
A gente fica até sem saber o que dizer no post do blog...
24 de setembro de 2009
Desses tantos modos
Desses tantos modos
permitidos pela análise
combinatória das possibilidades.
De todos esses jeitos
com todos os defeitos
sem tirar nenhum sorriso.
Usando todos os clichês.
E variações de número e grau.
Com todos os talvez
Poréns, por quês.
Com as reticências e
As interjeições.
Com todos os quanto e os senão.
Com todas as conversões,
locuções,
alucinações.
Amo você.
Desses tantos modos quantos
cabem no todo das partes que formamos.
permitidos pela análise
combinatória das possibilidades.
De todos esses jeitos
com todos os defeitos
sem tirar nenhum sorriso.
Usando todos os clichês.
E variações de número e grau.
Com todos os talvez
Poréns, por quês.
Com as reticências e
As interjeições.
Com todos os quanto e os senão.
Com todas as conversões,
locuções,
alucinações.
Amo você.
Desses tantos modos quantos
cabem no todo das partes que formamos.
Assinar:
Postagens (Atom)