5 de dezembro de 2011

Desabafo

Desisto, desisto!
E nao me culpo mais.

A p. que eu procuro nao existe, nao existe, nao eh possivel que exista.
Nao me venham cantarolar que estou ficando para a tia! EU NAO ME IMPORTO!
Ou melhor, me importo, me importo porque sinto que alguma coisa me falta, que tenho muita coisa pra dividir com alguem. Mas nao consigo dar nome a esse bendito sujeito indeterminado. Tentei arduamente, vigorosamente por 24 anos e meio. E nada. Fracassos, choros, derrotas, lagrimas, dor.
Cansei. Muita nova para isso voce diz?
Eu mais uma vez NAO ME IMPORTO.
Se pudesse fazia a cirurgia hoje, tirava o coracao e botava uma pedra. Algo que doesse menos, sentisse menos. Algo que nao se apaixonasse!!!
Amor nao eh seguro. O ser humano nao eh confiavel. E eu estou cansada.
Nao sou perfeita, nao estou gritando que nao tem ninguem a minha altura. Tenho meus milhoes de defeitos, e conheco quase todos eles e posso comecar a lista em ordem crescente ou decrescente de magnitude, pra mim tanto faz.
O problema eh que nao acho a compatibilidade exata entre minhas limitacoes e as limitacoes de alguem. Quase chego acreditar que amor eh utopia e o que vejo nas ruas sao meros contratos sociais.
O mais triste eh que me conheco, e sei que amanha vou estar toda serelepe com o coracao em flores pronto pra tentar de novo.
Alguem por favor, meus amigos, conhecidos, ou voce que nem sabe quem sou eu mas esta lendo isso aqui: arrume um jeito de fazer parar. Porque vai dar em merda.
Nessas horas que fazemos a ponderacao entre as coisas boas e as coisas ruins. Eh colega, eu tambem quero alguem em quem me prender. Voluntariamente ter minha liberdade entregue em bandeja de prata (que se faca entender o sentido de liberdade colocado aqui).
Se amanha eu me apaixonar de novo (nao tenho coragem nem de pedir o Deus me livre aqui, porque acabo nunca perdendo a esperanca de que essa joca um dia engrene pra mim...) que seja verdadeiro, que seja simples, que seja doce... Quero alguem que coloque a mecha do meu cabelo pra tras e me chame de linda sem que eu precise pedir. Voluntariamente. Que venha correndo se eu cair de um predio ou se eu queimar meu dedo na panela. E que nao me chame de fresca. Que nao me chame de grossa.
Que apenas entenda meu jeito ogrodoce de ser menina e mulher tudo junto numa embalagem so.

Mas por hora, eu desisto, e quem ver o cupido passar pro lado de ca de novo manda ele ver se fui na esquina ;-)

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